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Casa da Câmara
Situada logo abaixo da igreja Matriz, o prédio da antiga
Câmara, provavelmente de meados do século XVIII, com
acréscimo posterior da varanda, muito diferente das
tradicionais casas de Câmara, sendo esta desde o século
XVIII separada da cadeia e sem sineira, tendo existido
apenas um sino na arcada da varanda.
A varanda
projetada para a rua é sustentada por seis colunas
facetadas, sendo as duas dos ângulos de cantaria e o
restante de madeira. No centro da cimalha sobre a entrada
destaca-se um brazão em estilo rococó com o selo da
República, evidentemente pintado sobre as armas do Impéirio.
O acesso à varanda é feito por um lance de escadas de pedra.
O interior modesto consta com oito cômodos, sendo um com
forro artesoado. No porão funcionou uma cadeia improvisada,
quando em 1825 a cadeia foi incendiada, funcionando até o
término do novo prédio, na década de 1840. Em 1893, foi
feita uma reforma em que a balaustrada de madeira da varanda
foi substituída por gradil de ferro e colocado piso de
ladrilho hidráulico na mesma.
Nesta casa
reunia-se o senado da Câmara, espécie de prefeitura da época
colonial, que recolhia impostos, executava as obras
públicas, promovia solenidades cívicas e religiosas, como as
festas de Corpus Christi e do padroeiro Santo Antônio.
Serviu a Câmara para local de beija-mão dos imperadores,
quando passaram por São José.
Em
1890, quando foi criada a Comarca de Tiradentes, o prédio
foi dividido entre o fórum e a Câmara, até o ano de 1917,
quando a Câmara mudou-se para a casa do vigário Toledo. |
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