Igreja de São João Evangelista
A Igreja de São João Evangelista tem fachada simples com quatro portas-escadas, sendo que numa se encontra instalado provisoriamente o sino. O acabamento do telhado é feito todo em beira seveira. A Irmandade de São João Evangelista deve ter sido fundada antes de 1750, na Matriz, onde funcionou até a construção da capela própria, no altar do Descendimento.
Parece que a partir de 1760 a Irmandade começou a construir a capela que só seria terminada no século XIX.
A nave espaçosa não tem nenhum altar, guardando apenas nas paredes quatro telas representando os evangelistas em pintura muito primitiva do início do século XIXI. O altar-mor tem um retábulo com talha rasa, dividido em muitas secções bastante primitivo, datado do princípio do século XIX. Os poucos anjos que existem no retábulo são hirtos e pouco naturais. No camarim existem as imagens de Cristo crucificado tendo as seus pés Nossa Senhora e o apóstolo São João, todas medindo mais de dois metros. Nos nichos estão Santa Cecília e Santa Catarina da Alexandria.
Junto ao arco cruzeiro em talha rococó, existem altares em talha do mesmo estilo, dedicados a Nossa Senhora das Fores e Nossa Senhora dos Remédios.
O altar-mor pode ter sido em parte dourado, pois restam alguns resquícios de douramento principalmente no sacrário.
Os muros da capela mor são ornamentados com dois painéis, um representando São João Evangelista dentro da tacha de azeite fervendo e outro São João feito bispo; no forro da capela mor está representada a visão de São João na abertura do apocalipse em pintura de cunho popular.
À Irmandade de São João Evangelista pertenceram muitos músicos. Supomos que se deva ao fato de a Irmandade manter o culto a Santa Cecília. Entre os músicos enterrados nesta capela está o capitão Manoel Dias de Oliveira, na cova de número dois.
Fonte: Olinto Rodrigues dos Santos Filho.
Pesquisador do Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural.
Membro do IHG de Tiradentes